quarta-feira, 30 de julho de 2008

As Eleições nos EUA

John McCain, Barack Obama e Hillary Clinton.A disputa entre um branco, um negro e uma mulher, lembrou e muito, uma obra de Lobato.

Outro dia li o livro de Monteiro Lobato, chamado de "O Presidente Negro", escrito em meados de 1930. Conta a estória de uma eleição presidencial nos EUA, disputada entre 3 candidatos: o negro Jim Roy, a feminista Miss Evelyn Astor e o presidente Kerlog, candidato à reeleição. Com a divisão do eleitorado branco entre o Partido Feminista e o Partido Masculinista, de Astor e Kerlog, respectivamente, Jim Roy se elege Presidente. Porém, o fim do livro é triste: os brancos, não aceitam a derrota, unem-se, e acabam criando uma máquina que esterilizam todos os negros, criando uma "Solução Final", tal qual o sanguinário e repulsivo ditador nazista alemão.

Não sei quem será o vencedor da disputa. Mas, espero que independente do resultado, o mundo prossiga em caminhada rumo a paz e ao progresso.

Batman

Vi o filme essa semana. Considero um dos melhores do ano, não pela sinopse em si e nem pelas interpretações, mas sim, por causa dos efeitos especiais. Melhor que o Batman de 1989, em que os (d)efeitos especiais eram pífios e digamos, até risíveis, em algumas situações.

Em 2008, valeu à pena gastar dinheiro nos cinemas. Tivemos a volta de Indiana Jones, procurando o lendário reino de Akkrakor, em plena Amazônia brasileira, em busca das caveiras de cristal, pra salvar a vida de um filho, que somente agora ele descobriu.

Tivemos a adaptação no cinema da antiga série de sucesso da década de 60, Agente 086, um espião pouco inteligente: Maxwell Smart(SapatoFone) e sua paixão, uma agente(099) que o tira de várias enrascadas, contra a organização Kaos.

Pena que só ano que vem, sairá no cinema Final Destination 4, ou como preferirem, Premonição 4.

PS: Gostei do novo Coringa, mais violento e sarcástico. Mas, ainda prefiro o velho Coringa de 1989, que conseguia ser hilário, apesar de suas vilanias.

Inaugurando...

Função do Blog: sabe, quando você não tem nada pra fazer nas férias, sem dinheiro pra beber no bar, sem uma garota pra ir no cinema, e você fica pensando nas coisas do mundo...

Vai servir pra saber o que penso...Bom, pretendo falar de várias coisas, livros, filmes, mulheres, sentimentos, o que achar que devo...

Saudações.

O amor é cego, surdo e burro.

É bem estranho como as pessoas ficam cegas diante de um estado deprimente de raiva incontida. Diante do perdão mal dado e dos pecados não esquecidos, a falta de confiança realmente toma dimensões assustadoras. Até o inegável parece cair por terra e o que menos se espera de alguém acontece. Não costumo ter acessos de raiva, porém me dói profundamente a injustiça. A falta de fé nas pessoas e a não credibilidade no seu poder de mudança me entristece deveras. A fúria nos olhos de alguém é imagem inesquecível, ferida terrivelmente aberta que se não sara a longo prazo, talvez nunca cicratize. Acreditar em alguém, nas palavras pronunciadas por ele e nos seus atos é algo, realmente, difícil. Porém, quando esse mesmo alguém te enche de exemplos maiores de confiança, talvez escorregue um pouco nas palavras, mas é firme e forte em seus atos, não se deve ir além nos insultos. Essa pessoa merece ser reconhecida, respeitada e ouvida. Creio que não há dor maior do que não saber perdoar e confiar nas pessoas. Sempre ouvi dizer que o perdão é algo feito para si mesmo e não para o outro que recebe. As pessoas são uns problemas, uns problemas lindos. Há pessoas que são uma enorme equação matemática, no entanto a resposta é bem simples, se você estudou e estava preparado para tal resolução. Acredito, fielmente, no poder das pessoas, na força de vontade, nos olhos e verdades escondidas em seus corações. Acredito no amor. É bem verdade que ele me deixa um pouco (muito) cego às vezes e me faz chorar interminavelmente. Porém, para mim, o amor é a verdade jamais contestada e não importa o que se tenha passado, o que se tenha escutado ou sofrido, o amor é capaz de curar, acreditar e, o mais importante de tudo, não deixar que a fé se acabe. Nunca.